O mercado de smartphones está prestes a presenciar o que o renomado jornalista Mark Gurman, da Bloomberg, descreve como “a maior reformulação da história do iPhone” [1]. Após anos de especulações e desenvolvimento nos laboratórios de Cupertino, a Apple finalmente se prepara para lançar seu primeiro smartphone dobrável, provisoriamente chamado de iPhone Ultra ou iPhone Fold. Com lançamento previsto para setembro de 2026, o dispositivo promete redefinir o segmento premium e estabelecer novos padrões de design e funcionalidade [2].
A entrada da Apple no mercado de dobráveis ocorre em um momento estratégico. Enquanto concorrentes como Samsung e Motorola já estão em suas sextas e sétimas gerações de dispositivos flexíveis, a empresa da maçã optou por aguardar o amadurecimento da tecnologia. O objetivo principal dessa espera foi solucionar um dos maiores problemas dos smartphones dobráveis atuais: o vinco visível na tela. Segundo informações recentes, a Apple desenvolveu uma “nova propriedade de material” que torna o vinco praticamente invisível, com uma profundidade inferior a 0,15 milímetros [2].
Design Revolucionário e Telas de Alta Resolução
O design do iPhone Ultra adotará o formato de livro (book-style), abrindo horizontalmente para revelar uma tela interna expansiva. Quando fechado, o dispositivo apresentará uma tela externa de aproximadamente 5,5 polegadas, ideal para uso com uma única mão e tarefas rápidas. Ao ser desdobrado, revelará um impressionante display OLED de 7,8 polegadas, com proporção 4:3, aproximando-se das dimensões de um iPad mini [2].
Para garantir a durabilidade sem comprometer a elegância, a estrutura do aparelho será construída com uma combinação de titânio e alumínio. O titânio será utilizado nas áreas de maior estresse mecânico, como a dobradiça, enquanto o alumínio ajudará na dissipação de calor e na redução do peso total. A dobradiça, aliás, utilizará uma liga de metal líquido (amorphous metal), oferecendo maior resistência a deformações do que o titânio tradicional [2].
Uma das características mais impressionantes do novo dispositivo será sua espessura. Rumores indicam que o iPhone dobrável poderá ter apenas 4,5 milímetros de espessura quando aberto, tornando-o o iPhone mais fino já produzido pela Apple, superando até mesmo o recente iPad Pro de 13 polegadas [2].
Desempenho Extremo com o Chip A20
Sob o capô, o iPhone Ultra será alimentado pelo inédito chip A20, fabricado pela TSMC utilizando o avançado processo de 2 nanômetros. Esta nova arquitetura permitirá um aumento significativo no número de transistores, resultando em um processador até 15% mais rápido e 30% mais eficiente em termos de energia em comparação com a geração anterior [2] [3].
A Apple também adotará a tecnologia de empacotamento Wafer-Level Multi-Chip Module (WMCM), que integrará diretamente 12 GB de memória RAM no mesmo wafer da CPU, GPU e Neural Engine. Essa integração reduzirá a latência e melhorará drasticamente o desempenho em tarefas de Inteligência Artificial (Apple Intelligence), além de otimizar o gerenciamento térmico do dispositivo [2].
Câmeras e Biometria: Mudanças Significativas
Devido à extrema espessura do chassi, a Apple precisou fazer algumas concessões de design. O iPhone dobrável não contará com o sistema de câmera TrueDepth necessário para o Face ID. Em vez disso, a empresa reintroduzirá o Touch ID, integrado ao botão de energia lateral, de forma semelhante ao que já ocorre nos iPads [2].
O sistema de câmeras também sofrerá adaptações. O dispositivo contará com um conjunto traseiro duplo, composto por uma lente principal e uma lente ultra-angular, ambas com sensores de 48 megapixels. A lente telefoto, presente nos modelos Pro tradicionais, será omitida por questões de espaço. Para selfies e videochamadas, o aparelho terá câmeras frontais em formato de furo (hole-punch) tanto na tela externa quanto na interna, com rumores apontando para sensores inéditos de 24 megapixels [2].
Bateria de Alta Capacidade e Conectividade
Apesar do perfil ultrafino, a Apple planeja equipar o iPhone Ultra com a maior bateria já vista em um smartphone da marca. Utilizando células de bateria de alta densidade, a capacidade deve ficar entre 5.400 e 5.800 mAh, superando os 5.088 mAh do iPhone 17 Pro Max. Essa bateria robusta será essencial para alimentar as duas telas OLED e o poderoso processador A20 [2].
Em termos de conectividade, o dispositivo será o primeiro a utilizar o modem C2 de segunda geração da Apple, oferecendo suporte aprimorado para redes 5G mmWave. Além disso, seguindo a tendência iniciada nos Estados Unidos, o aparelho não possuirá bandeja para cartão SIM físico, operando exclusivamente via eSIM [2].
Software Otimizado: A Fusão entre iOS e iPadOS
Para aproveitar ao máximo a tela interna de 7,8 polegadas, a Apple está desenvolvendo uma versão otimizada do iOS. O sistema operacional permitirá, pela primeira vez em um iPhone, a execução de dois aplicativos lado a lado em um modo de multitarefa simplificado. Os aplicativos também ganharão barras laterais de navegação, semelhantes às encontradas no iPadOS, melhorando a produtividade e a usabilidade [2].
Embora o dispositivo não vá rodar o iPadOS completo, a Apple fornecerá APIs específicas para que os desenvolvedores possam adaptar facilmente seus aplicativos para o novo formato de tela dobrável, garantindo uma transição suave e uma experiência de usuário coesa [2].
Preço e Disponibilidade: O iPhone Mais Caro da História
Toda essa inovação tecnológica terá um custo elevado. Analistas de mercado, incluindo Ming-Chi Kuo e especialistas da UBS, estimam que o iPhone Ultra chegará ao mercado com preços variando entre US$ 2.000 e US$ 2.500 [2] [3]. Em conversão direta para o mercado brasileiro, considerando impostos e taxas de importação, o valor pode facilmente ultrapassar a marca dos R$ 15.000, consolidando-o como um item de ultra-luxo.
O lançamento oficial está previsto para setembro de 2026, juntamente com a linha iPhone 18. No entanto, devido à complexidade de fabricação e aos rigorosos padrões de qualidade da Apple, é provável que o dispositivo enfrente restrições de fornecimento iniciais, com a produção em massa atingindo seu pico apenas no final do ano ou início de 2027 [2].
Conclusão: A Espera Valerá a Pena?
A chegada do iPhone dobrável marca um ponto de inflexão na trajetória da Apple. Ao combinar um design inovador, materiais premium, processamento de ponta e um foco obsessivo na eliminação das falhas comuns aos dobráveis atuais (como o vinco na tela), a empresa busca redefinir o que um smartphone premium pode ser. Para os entusiastas de tecnologia e fãs da marca, o iPhone Ultra promete ser o dispositivo mais empolgante da década, inaugurando uma nova era de produtividade e entretenimento móvel.
Referências:
[1] Bloomberg. “Apple Preparing ‘Most Significant Overhaul in the iPhone’s History’”. Mark Gurman, 2026.
[2] MacRumors. “iPhone Fold: Everything We Know”. MacRumors Staff, Abril 2026. Disponível em: https://www.macrumors.com/roundup/iphone-fold/
[3] TechTudo. “Quando lança o iPhone 18? Veja expectativas sobre design, preço e mais”. Jorge Lucas Bernardes, Abril 2026. Disponível em: https://www.techtudo.com.br/listas/2026/04/quando-lanca-o-iphone-18-veja-expectativas-sobre-design-preco-e-mais-edmobile.ghtml







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